FOLHA DE PARINTINS Jornalismo Livre, Presente e Atuante

Joele Oliveira

“Não tenho sonhos, não... (risos) Não gosto de sonhar porque não dá certo”. Realista e objetiva, a estudante ...

Nas melhoras baladas

Sabrina Salles festeja 10 anos de Porta-Cores neste sábado

DERROTA HISTÓRICA

O senador Eduardo Braga (PMDB) deve estar se perguntando, até agora, o que motivou sua primeira derrota eleitoral em Parintins. No entanto, o candidato deve conhecer algumas razões dessa. A desunião imperou em pelos menos três de seus grupos de trabalho (Márcia Baranda, Alex Garcia e Davi Xavier). Várias caminhadas e ‘bandeiraços’ foram marcados no mesmo horário, em locais distintos.

O CENÁRIO SE REPETE

Em 2014, apesar de ter vencido José Melo nas urnas parintinenses, a campanha de Braga também foi marcada por dissidências dentro de seu grupo político. O chamado "Quarteto Mágico" da antiga legislatura, composto por Rildo Maia, Raimundo Cabeça, Juliano Petro Velho e Mateus Assayag - apenas este se reelegendo, apoiando Bi Garcia - puxou a canoa e remou para um rumo diferente da candidata derrotada à eleição municipal, Márcia Baranda e do ex-vice prefeito Carmona Oliveira.

O MESMO DESFECHO

Com a desunião do grupo de Braga em Parintins, Bi Garcia impôs duas vitórias significativas. Em 2014, obteve mais de 16 mil votos, enquanto o candidato de Braga - Petro Velho - não obteve um quarto desse montante. E em 2016, Garcia massacrou Baranda nas urnas se elegendo para o terceiro mandato como prefeito de Parintins.

GAFES CUSTARAM CARO

A equipe de Braga derrapou num terreno que não perdoa: as redes sociais. Conteúdos repletos de gafes, de ortográficas a informativas, foram percebidas pelos eleitores até pouco após o último debate televisivo, gerando inúmeras críticas e `memes` em descrédito da campanha. As consequências chegaram às urnas.

PAI D’ÉGUA

Ericky Nakanome, presidente do Conselho de Arte do Caprichoso, foi considerado por alguns uma aposta arriscada da nova gestão. Talento despontado da Escola de Artes, fez valer seus conhecimentos, revelou-se um líder no Conselho azul e extraiu o melhor de cada conselheiro, blindando o trabalho das vaidades que há tempos permeavam o ‘cérebro’ artístico do bumbá. Entre as diversas decisões certeiras, está a escolha do artista Ito Teixeira – quase presidente do Garantido – para a direção de arena azul no Festival. Brilhou, reluziu!

MAIOR PALHA

Tony Medeiros parou no tempo. A mesmice cansou o torcedor e o Amo do Boi Garantido transformou a rivalidade folclórica numa caçada pessoal. Os versos agressivos aos oponentes de arena vêm desde Edilson Santana, passando por Edmundo Oran, até Prince do Caprichoso. Ignorou os esforços dos bumbás para cessar as ‘brigas’ entre os defensores do item 6 via regulamento do Festival. O resultado não poderia ser outro: Tony foi derrotado por 6 décimos – maior diferença entre todos os itens em disputa.