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16/10/2015 às 09:31 h

Time do PA é único em futebol de base na Amazônia

Desportiva Paraense é o primeiro clube-empresa da Região Norte e único clube da Amazônia reconhecido pela CBF como especializado na formação de jogadores. Foto: Divulgação/Desportiva.
Desportiva Paraense é o primeiro clube-empresa da Região Norte e único clube da Amazônia reconhecido pela CBF como especializado na formação de jogadores. Foto: Divulgação/Desportiva.

Apenas um clube de futebol da Amazônia é reconhecido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) como especializado na formação de jogadores. Se você pensou em grandes equipes como Paysandu, Remo ou Nacional, enganou-se. É a Desportiva Paraense. Com finalidade específica de formar atletas, o clube dispõe da melhor categoria de base de futebol da Região Norte. Não conhece?

A CBF divulgou no dia 1º de outubro uma lista atualizada com 43 clubes brasileiros que dispõem do Certificado de Clube Formador (CCF), registro dado às equipes com excelência na formação de jogadores. Os clubes que preenchem requisitos acima da exigência mínima recebem o certificado A, enquanto os demais asseguram o certificado B.

Grandes clubes do futebol brasileiro, como Vasco e Botafogo, não dispõem do certificado. A Desportiva é o único clube formador da Amazônia credenciado pela CBF. A validade do CCF é de dois anos, pois os paraenses possuem o certificado A. Desta forma, grandes potências da região amazônica, como Paysandu, Remo e Nacional, não preenchem os requisitos exigidos pela confederação.

E não são poucas as exigências para dispor do certificado A. Os clubes precisam apresentar relação de técnicos e preparadores físicos da base, comprovar participação em torneios oficiais, apresentar programa de treinamento compatíveis com a faixa etária e atividade escolar dos jovens, proporcionar assistência educacional em qualquer nível e assistência médica.

O certificado também protege os clubes de perderem talentos, pois garantem indenização financeira em caso de transferência de atletas abaixo de 16 anos, que não podem assinar contrato profissional.


Nascido para revelar

A Desportiva ainda não é um clube conhecido no cenário regional. Isto explica-se pelo fato de a equipe ter ingressado no futebol profissional apenas neste ano, onde disputa a segunda divisão do Campeonato Paraense de Futebol. O clube-empresa foi criado especificamente para a formação de atletas de diversas modalidades esportivas, inicialmente com ênfase nas categorias de base do futebol.

O centro de treinamento da Desportiva fica em Marituba, na Região Metropolitana de Belém. O clube dispõe de uma estrutura de 40 mil metros quadrados, com três campos de futebol e um prédio com academia, alojamento e outros departamentos. A equipe paraense atende as categorias sub-13, sub-15, sub-17 e sub-20.

O presidente da Desportiva, Pedro Crispino, prega simplicidade ao falar do modelo de gestão do clube. "Muita gente acha que somos um colosso time de empresários, mas eu sou um aposentado do Ministério Público. Nosso time tem um bocado de pessoas idosas [na gestão]. Claro que não é uma brincadeira porque há um investimento, somos um clube-empresa. Mas nenhum de nós precisa do rendimento da Desportiva para viver, temos uma vida formada", disse o mandatário.


Copa São Paulo: hora de lucrar

A Desportiva já colhe os frutos do bom trabalho na base. Atual vice-campeã paraense sub-17, a equipe vai representar o Pará na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2016. A competição é uma das mais renomadas do futebol de base nacional.

Para o clube, a Copinha é a oportunidade ideal de colocar os jovens talentos na `vitrine` do futebol brasileiro e fazer caixa. “Nós somos geograficamente prejudicados por conta do isolamento. Ninguém vem ver nossos garotos. Mas estamos esperançosos de ir para a Copa São Paulo e mostrar nossa cara, nossos talentos”, disse Pedro Crispino.

A principal revelação do clube paraense é o atacante Ronaldo Oliveira, 20, atualmente emprestado a um clube de Honduras. Na Copinha, Pedro Crispino aposta em "seis ou sete jogadores" que sequer devem retornar para Marituba em virtude de possíveis negociações. Em caso de transferência internacional, os jovens dispõem até mesmo de curso de idiomas custeado pelo clube.

Crispino rechaça a chance da Desportiva tentar a sorte no futebol profissional. Ele afirma que só inscreveu o clube na segunda divisão paraense para dar rodagem aos jovens que disputarão a Copa São Paulo, prioridade da equipe para o ano que vem.

Fonte: Portal Amazônia.

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