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nailha
01/07/2017 às 03:40 h

Tecedura, primeiro ato do Caprichoso no Festival

Foto: Domingos Raposo.
Foto: Domingos Raposo.

Roger Matos - FOLHA DE PARINTINS

Fechando a primeira noite do 52º Festival Folclórico de Parintins, o Boi Caprichoso apresentou o primeiro ato de ‘A Poética do Imaginário Caboclo’. Intitulado "Tecedura", o espetáculo começou com o Apresentador Edmundo Oran vindo numa canoa alada, ao som da toada "Saga de um canoeiro".

A chamada tradicional do azul e branco trouxe o rufar de tambores da Marujada de Guerra e a exaltação folclórica, que revelou a estrela do espetáculo – o Boi Caprichoso.

O momento folclórico foi a reestreia de Prince como Amo do Boi e uma nova musicalidade nos versos do item 6 azul. Descendente da família Cid, fundadora do boi da estrela, Valentina Cid estreou como Sinhazinha da Fazenda, item defendido por sua mãe, Karina Cid, na década de 1990. Um verso do amo exaltou o fato histórico.

De um muiraquitã, amuleto indígena, surgiu a Rainha do Folclore. Brena Dianná, defensora do item há nove anos, representou a pluralidade cultural no seu bailado.

Um cordel caboclo contou o auto do boi. Drama e humor envolveram a galera azul e branca, que vibrou na ressurreição do Caprichoso na arena do Bumbódromo.

Item estreante, a Cunhã Poranga Marciele Albuquerque surgiu na lenda amazônica dos Templos de Ouro, como oferenda de Pachamama. A também estreante Marcela Marialva, Porta Estandarte, foi revelada na Figura Típica Regional do Caboclo Ribeirinho. Filmes de Silvino Santos, cineasta do ciclo da borracha, foram projetados na alegoria de Glaucivan Silva, em homenagem a Parintins de antigamente, época do Cine Teatro Brasil.

Ápice do espetáculo, o ritual antropofágico tupinambá revelou mais um estreante. Netto Simões, Pajé do Caprichoso, sucessor de Waldir Santana – defensor do item por mais de vinte anos.

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