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nailha
30/06/2018 às 01:37 h

Caprichoso abre Festival exaltando a ancestralidade

Foto: Roger Matos.
Foto: Roger Matos.

O Boi Caprichoso deu início à disputa do 53º Festival Folclórico de Parintins, nesta sexta-feira, 29 de junho. Buscando o bicampeonato com o tema “Sabedoria Popular, uma revolução ancestral”, o touro negro levou à arena do Bumbódromo a ancestralidade.

A figura da Mãe Terra impôs o gigantismo da exaltação folclórica. O levantador de toadas David Assayag surgiu do tronco ancestral e, dos ares da copa da árvore da vida, surgiu o Boi Caprichoso. Seres da floresta anunciaram a chegada da cunhã poranga Marciele Albuquerque.

Uma festança multicultural trouxe grupos folclóricos e o Amo do Boi Prince declamou o primeiro verso da noite. Coube ao boi favorito da fazenda a entrega da sombrinha em recepção à sinhazinha Valentina Cid, que retribuiu com muito amor em gestos de singeleza, no momento que, da galera, brotara flores azuis em saudação.  A seguir, o galope das lanças da vaqueirada e a evolução do Caprichoso tomaram a arena de tradição.

Com o apresentador Edmundo Oran aos tambores, o Caprichoso trouxe a icônica paraense Dona Onete para personificar os saberes populares. O momento foi sucedido pela defesa da toada (letra e música) ‘Terra, Mãe Ancestral’.

A evolução tribal, protagonizada pelo duelo entre a cunhã poranga e Jurupari extasiou a galera e a imponente chegada dos tuxauas prenunciou o gigantesco ritual Tariana, do artista Junior de Souza, que revelou o pajé Netto Simões como escorpião em surpreendentes movimentos de sua indumentária.

O saber ancestral da cura foi contado na figura típica regional dos artistas Francinaldo Guerreiro e Alex Salvador. O caboclo curador trouxe a porta-estandarte Marcela Marialva.

Coube à lenda amazônica de ‘Yurupari, o terror das noites’ o ápice do espetáculo do Boi Caprichoso na primeira noite do Festival. A alegoria de Ferdinando Carivardo trouxe Brena Dianná. Despedindo-se do item em 2018, a rainha do folclore foi tomada pela emoção durante sua evolução.

Com nova participação de Dona Onete e de personagens tradicionais, o Caprichoso encerrou sua primeira noite com o Auto do Boi Brasileiro. Dos ares, o pajé surgiu para ressuscitar a estrela da festa e levou a galera ao delírio. O ousado voo surpreendeu até mesmo aqueles que conhecem a marcante sina de inovação do bumbá do Palmares e da Francesa e arrancou eufóricos gritos de ‘bicampeão’ na despedida da arena.

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