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31/08/2018 às 11:15 h

Tradicional abre XXII Festival de Cirandas nesta sexta-feira (31)

Majestosa apresenta o tema “Sapiens?! A Teoria da Involução Humana”

Foto: Divulgação/Semtur.
Foto: Divulgação/Semtur.

ROGER MATOS - Folha de Parintins

A disputa do título do XXII Festival de Cirandas de Manacapuru tem início nesta sexta-feira (31), no Parque do Ingá. Criada em 1997, a disputa deste ano será aberta pela Ciranda Tradicional.

Fundada em 15 de maio de 1985, no bairro Terra Preta, a ‘Majestosa’ surgiu pela iniciativa da professora Terezinha Fernandes, na Escola Estadual José Seffair, e foi inicialmente formada por estudantes e moradores do bairro.

Detentora de quatro títulos na história do festival, a Ciranda Tradicional inicia sua apresentação às 21 horas.


FICHA TÉCNICA

Associação Folclórica Unida dos Bairros – Ciranda Tradicional
Pavilhão: Vermelho, dourado e branco
Presidente: Magdiel ‘Magal’ Pinheiro

Fabiano Neves - Apresentador. Foto: Roger Matos.

Bruno Souza - Cantador. Foto: Reprodução/Internet.

Roh’sana Carvalho - Porta-Cores. Foto: Domingos Raposo.
Aos 27 anos, a coreógrafa possui uma extensa trajetória na ciranda. Iniciou em 2005 e já se destacou, tornando-se puxadora do cordão de cirandeiros. Defende o item pelo segundo ano.

Ane Santana - Cirandeira Bela. Foto: Divulgação/Semtur.
Natural de Manacapuru, a esteticista e empresária de 23 anos defende o item desde 2015. Antes de ser a Cirandeira Bela, foi destaque de alegoria e Constância - personagem tradicional da ciranda.

ITEM ESTREANTE - Lauana Bastos - Princesa Cirandeira. Foto: Divulgação/Semtur.
Natural de Manacapuru, tem 23 anos e é formada em Biomedicina pela Faculdade Metropolitana de Manaus - FAMETRO. Princesa Cirandeira estreante, Lauana iniciou em 2003 no cordão mirim, passou ao cordão de cirandeiros e tem sido preparada, há cerca de um ano, para seu primeiro festival como item.


SINOPSE DO TEMA
Sapiens?! A Teoria da Involução Humana

Terra, a Mãe terna da vida, atingiu uma era onde a extinção e o esgotamento dos recursos naturais do Planeta alcançaram o seu colapso final. Esse corpo que rege a vida é composto por três forças distintas: Mãe (a genitora generosa), Tempo (o filho pródigo das eras) e a Sabedoria (amor aliado ao saber) - as quais, em consenso, são capazes de despertar a reflexão humana.

Frente ao cenário devastador deixado pela humanidade, que se utilizou dos avanços tecnológicos para fugir em busca de abrigo e adaptar-se a solos desconhecidos no Universo, a Mãe Terra propõe ao Tempo para que façam uma viagem ao passado através da consciência humana, a fim de mostrar que a autodenominação histórica que o homem criou intitulando-se como “Sapiens”, gera uma discordância da aplicação do sentido amplo da palavra EVOLUÇÃO, já que não se deu em todos os aspectos. A contradição esta ao passo de que enquanto o homem evoluía suas estruturas físicas e suas habilidades intelectuais, concomitante a isso, ele exercia uma INVOLUÇÃO explorando de maneira avassaladora os recursos naturais do Planeta.

Baseada nesta visão, a Mãe Terra volta no tempo para mostrar ao homem que quanto mais primata ele foi, maior foi a sua harmonia com a natureza, incomodada com o questionamento: Sapiens? Será que homem foi tão sábio ao ponto de receber essa denominação no amplo sentido da palavra sabedoria? A Mãe Terra concebe uma teoria que, sem desmerecer os conceitos das ciências humanas, demostra que frente ao seu olhar sensível à preservação natural do Planeta, o homem primata teria sido a forma mais evoluída da espécie humana, pois havia alí uma relação de amor, respeito e subsistência.

Enquanto o homem tecnológico foi o mais predador e cruel, uma vez que foi incapaz de usar os avanços dos recursos da era digital para extinguir ou frear os impactos ambientais causados por ele próprio. Isto consolida, portanto, a Teoria da Involução Humana que a Mãe Terra entrega ao seu filho, o Tempo, para que seja mostrada aos humanos com a intenção de causar-lhes conscientização e mudanças nas suas ações.

Uma última chance será lançada, e o Tempo apresentará ao homem, cronologicamente, os seus atos desde a última seiva (colapso da vida) até os primórdios (no reino natural intocado), depois sendo conduzido e deixado no ano de 2018, um período próximo ao fim, para que seja testada a sua capacidade de sabedoria após receber em suas mãos a Teoria que poderá mudar o futuro do Planeta.

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