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foradailha
01/09/2018 às 11:52 h

Tradicional brilha com reflexão sobre o planeta na arena

Ciranda dialoga teoria da involução humana e abre festival com alegria e emoção

Porta-Cores Rohsana Carvalho conduz pavilhão da Ciranda Tradicional. FOTO: Domingos Raposo.
Porta-Cores Rohsana Carvalho conduz pavilhão da Ciranda Tradicional. FOTO: Domingos Raposo.

O diálogo do tempo com ‘sapiens’ para mudar o futuro da Terra levou ao Parque do Ingá, na noite desta sexta-feira (31), a teoria da involução humana, contada pela Ciranda Tradicional. A etnia vermelha, dourada e branca abriu o XXII Festival de Cirandas de Manacapuru, município da região metropolitana, distante 85 km de Manaus.

Na arena, Mãe Terra projetou o cenário devastador promovido pela humanidade. O Tempo, representado pelo Apresentador Fabiano Neves, dialogava com ‘sapiens’ em reflexões sobre a contraditória evolução. A árvore da vida trouxe o cordão de entrada, onde formigas contaram o ciclo da evolução na natureza. O Cantador Bruno Souza entoou a cirandada que concorreu à letra e música.

Um robô gigante trouxe cirandeiros representando um exército de humanos mecanizados, predadores incapazes de usar os avanços da era digital em favor da sustentabilidade ambiental. Ao som de cirandadas antológicas, personagens do auto cirandeiro adentraram a arena.

Repleto de brilho e beleza, o cordão de cirandeiros surgiu da árvore como seiva da vida e, pelos ares, surgia uma gigantesca ave, trazendo Rohsana Carvalho, Porta-Cores da majestosa, sob aplausos do público e euforia da torcida organizada Tradicional.


Para surpresa e encanto, do público, surgiu Ane Santana. A Cirandeira Bela esbanjou carisma, representando uma bela rainha egípcia e a suntuosidade da civilização símbolo da evolução da humanidade.

A cronologia da involução humana chegou ao reino natural intocado, onde uma ave pré-histórica trouxe a Princesa Cirandeira e promoveu a estreia de Lauana Bastos. Aos 23 anos, a bela manacapuruense encantou o público e a etnia majestosa. “Foi uma estreia espetacular, onde realizamos tudo que foi planejado, deixando um sentimento de dever cumprido”, destacou Lauana, satisfeita com a estreia. “Foi um obstáculo superado e a Tradicional está confiante no título”, finalizou.

A Ciranda Tradicional encerrou sua apresentação com os cirandeiros estampando sorrisos e itens emocionados e gratos ao público pela presença nas arquibancadas. Para o diretor de marketing da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura (Semtur), Arlen Martins, o sucesso do festival já é uma realidade. "Começamos a colher os frutos do trabalho pela nossa cultura e a expectativa é ver o Parque do Ingá lotado por todo o festival", disse.

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