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01/09/2018 às 16:20 h

Guerreiros Mura desvendará Rio Miriti no Festival

“Miriti Tauá: A Lenda” é o tema da ciranda, que se apresenta na noite deste sábado


A disputa do título do XXII Festival de Cirandas de Manacapuru tem continuidade neste sábado (01), no Parque do Ingá, com o espetáculo da Ciranda Guerreiros Mura.

Fundada em 22 de agosto de 1993, no bairro Liberdade, a ciranda surgiu na Escola Estadual José Mota, e foi inicialmente formada por dissidentes de outras cirandas do município.

Detentora de doze títulos na história do festival, a Ciranda Guerreiros Mura ostenta as cores vermelho, azul e branco no seu pavilhão.


FICHA TÉCNICA

Grêmio Recreativo e Folclórico Ciranda Guerreiros Mura
Pavilhão: Vermelho, azul e branco
Presidente: Renato Teles

Adauto Júnior - Apresentador. Foto: Divulgação/Semtur.

Gamaniel Pinheiro - Cantador. Foto: Divulgação/Semtur.

Sabrina Salles - Porta-Cores. Foto: Roger Matos.

ITEM ESTREANTE | Paula Oliveira - Cirandeira Bela. Foto: Divulgação/Semtur.
Natural de Manaquiri, Paula é empresária e tem 29 anos. Destaque em festivais folclóricos de outros municípios, iniciou-se na infância no universo cirandeiro, onde defenderá um item pela primeira vez no festival.

Ana Paula Teles - Princesa Cirandeira. Foto: Roger Matos.


SINOPSE DO TEMA
Miriti Tauá: A Lenda

A Ciranda Guerreiros Mura nesse ano de 2018, fará na Arena do Parque do Ingá um clamor em prol de preservação a toda sociedade, através de um viés histórico e cultural por uma abordagem vista de baixo da cultura popular manacapuruense, explorando as lendas, mitos, crendices e estórias de populares.

As estórias popularizadas no contexto do folclore de Manacá, e do cotidiano dessa sociedade local, serão contadas e cantadas de modo lendário em passos de ciranda, o que é bem peculiar do povo do Manacapuru.

A irreverência dessa gente manacapuruense nos remete ao mundo imaginário do caboclo que herdou do índio, branco e negro, as lendas, mitos e crenças e através dos tempos, rabiscou a história de povo feliz, um povo sagaz que brinca com a vida e dança ciranda na ponta do pé.

Mas, Manacapuru, é uma cidade que na sua essência tem a ancestralidade indígena. Havia uma tribo que habitava próximo ao córrego de agua preta, numa localidade onde havia um Miritizal.

O velho sábio da margem do rio, me contou que as lagrimas do Cacique Uaracá formaram as aguas do rio, e os cabelos negros de Uaraci enterrados a margem do córrego do mesmo rio, enraizaram e florou as arvores de palmeiras de Miriti dando nome ao rio de agua preta. Me falou ainda de certa profecia que Uaracá tinha lhe contado, onde o rio, ia ter abundancia de peixes, mas, se o homem não o cuida-se e o protegesse, tantos as águas como os peixes iam ficar escassos.

Dai por diante saí de rio a fora, e de rio adentro, de porto em porto, contando a profecia, pois se não cuidarmos do Rio Miriti, o rio de agua preta ele pode secar.

Lá pelas tantas da madrugada ouvi o galo bonito faceiro cantado em seu poleiro, “vamos preservar; vamos preservar; o rio de agua preta não pode secar”. Então chamei: Galo bonito sai do teu poleiro e pula para o terreiro, chama Constância, Mãe Benta, Carão e Honorato Curandeiro, e declama ao caçador bicho homem vamos preservar, pare de degradar, os personagens da ciranda antiga tomaram a causa do rio para si, e começaram também, em busca da preservação do rio de agua negra espelhada.

E o homem amazônico como tem na sua essência também a religiosidade, faz logo a sua promessa a Santo Antonio, São Pedro e São Joao. E pede proteção até Nossa Senhora do Livramento para que livre o rio dessa assolação. E a luta pela vida cirandeira do resgate do Rio Miriti continua, em nossos dias pela Ciranda Guerreiros, através da Temática 2018 “MIRITI TAUÁ: a lenda”.

Nas melhoras baladas