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foradailha
03/09/2018 às 11:21 h

Guerreiros Mura clama por Miriti preservado

Ciranda do bairro Liberdade conta lenda em três atos, resgata tradição e vai à galera na segunda noite do festival

Foto: Domingos Raposo.
Foto: Domingos Raposo.

A noite de sábado (01) registrou arquibancadas lotadas no Parque do Ingá, para a apresentação da Guerreiros Mura, no XXII Festival de Cirandas de Manacapuru. Com cenário e alegorias do artista parintinense Ozéas Bentes, a ciranda do bairro Liberdade contou a lenda de origem do Rio Miriti em 3 atos, repletos de luz e cores.

O primeiro ato do espetáculo “Miriti Tauá: A Lenda” trouxe o Apresentador Adauto Júnior como um pescador, contando a origem do rio fonte de vida do povo manacapuruense e anunciando Gamaniel Pinheiro. Representando Honorato Curandeiro, personagem clássico da ciranda, o Cantador entoou a cirandada concorrente à letra e música, alertando para a preservação das águas que banham e saciam os munícipes. A origem do miriti, fruto que dá nome ao rio, foi dramatizado por uma tribo indígena.

O cordão de entrada surgiu na arena como fungos e bactérias que dão a coloração às nascentes do Miriti e foi sucedida pela chegada dos personagens clássicos da ciranda, para a guerreirense correspondia com alegria ao ritmo de arena e envolvia o público no espetáculo. Ave misteriosa do universo cirandeiro, o carão trouxe a Porta-Cores Sabrina Salles, simbolizando a semeadura da preservação do rio Miriti.

Para contar a manifestação cultural da ciranda e o despertar da preservação, o segundo ato do espetáculo trouxe a piracema, que revelou a Cirandeira Bela Paula Oliveira. O ciclo da vida, a lendária boiúna e impactantes coreografias do cordão de cirandeiros povoaram os olhos do público.

O terceiro e último ato do espetáculo exaltou a fé popular e a ciranda Guerreiros Mura homenageou João Saraiva D’Angelo, personalidade com importante contribuição para a preservação do rio Miriti. O homenageado se emocionou e reverenciou os cirandeiros.

A imagem de Nossa Senhora do Livramento, erguida em alegoria, protagonizou a história da fuga de escravos que se tornaria uma promessa a ser cumprida em festa. A Princesa Cirandeira Ana Paula Teles surgiu, simbolizando a fé e a devoção.

A Ciranda Guerreiros Mura encerrou seu espetáculo em meio à eufórica e confiante torcida. Para o presidente Renato Teles, a ciranda cumpriu a missão de resgatar o festival. “Fizemos um espetáculo digno de título. Nosso festival passou por momentos difíceis e provamos que é preciso ter vontade para fazê-lo melhor a partir desse resgate”, declarou.

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