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foradailha
03/09/2018 às 19:31 h

Flor Matizada leva conto de inclusão social à arena

Com grande cenário amazônico, ciranda ousa com grande cenário e coreografias, levantando público no encerramento do festival

Fotos: Domingos Raposo.
Fotos: Domingos Raposo.

O XXII Festival de Cirandas de Manacapuru chegou ao seu final com a apresentação da Flor Matizada. Atual campeã, a ciranda lilás e branco levou à arena “Poranduba”, conto no qual o pescador Manelinho salva um pequeno índio e o conduz ao universo cirandeiro, numa história de superação, dramatizada do início ao fim da apresentação.

Tendo o beiradão como cenário, o conto de inclusão social trouxe cirandeiros como seres aquáticos no cordão de entrada, e a gigantesca cobra alada Unhamangará trouxe dos ares Fernanda Sabóia, Porta-Cores da ciranda.

Camila Marques, Cirandeira Bela, surgiu de uma abelha-rainha Waimiri-Atroari e foi exaltada pelo cordão de cirandeiros. Novamente lotadas, as arquibancadas do Parque do Ingá revelavam as cores da ciranda Flor Matizada, em resposta ao espetáculo de arena. Personificando a Deusa Cruviana, Giovanna Maddy surgiu da alegoria de um ser sobrenatural sobre a arena.

Segundo o pesquisador e cirandista Gaspar Fernandes, o tema foi desenvolvido na arena conforme concebido. “A ciranda Flor Matizada foi fiel ao tema proposto, demonstrando coerência em todos os atos do espetáculo apresentado”, afirmou.

A torcida lilás e branco se manteve participante no espetáculo de arena, investindo em adereços e ousando, em momentos-chave, com braços ao ar e muita euforia. Ao final da apresentação, os itens femininos foram ao encontro dos torcedores, confiantes em mais um título. A presidente da lilás e branco, Vanessa Mendonça, afirmou que a apresentação credencia fortemente a ciranda ao título. “Foi um espetáculo lindo e compacto, não há como negar aos olhos e ao julgamento que viemos para ganhar novamente”, cravou. “Vamos aguardar o resultado, cientes do dever cumprido”. 

Reconhecimento – A cultura manacapuruense será atração internacional no Amazon Week, nos Estados Unidos. Antes de embarcar para o exterior, o artista Dermilson Andrade e os cirandeiros Thalita Bastos e Raulino Christian estiveram no Parque do Ingá, onde foram apresentados ao público do Festival de Cirandas como integrantes da comitiva que divulgará a cultura amazonense, representada pelas cirandas de Manacapuru e pelos bois-bumbás de Parintins.


Dermilson Andrade é cantador, compositor de cirandadas e autor do livro “Paixão de um Pescador – Uma história de Ciranda”. Thalita Bastos representou o item Cirandeira Bela da ciranda Guerreiros Mura. Raulino Christian é cirandeiro e experiente artista de danças folclóricas.

As apresentações culturais acontecerão nesta quinta e sexta (5 e 6/9) no Kennedy Center, em Washington D.C., com início às 18 horas (horário local) e com entrada franca.

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