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foradailha
01/11/2018 às 18:14 h

Boi-Bumbá pode se tornar Patrimônio Cultural do Brasil

Foto: Roger Matos.
Foto: Roger Matos.

Como parte de um ciclo de atividades que celebra e promove o Patrimônio Cultural da Região Norte do Brasil, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), realiza nos dias 8 e 9 de novembro a 90ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em Belém (PA). Nesses dois dias de discussões, os conselheiros irão avaliar os pedidos de reconhecimento de três bens: o Marabaixo do Amapá, e um geoglifo do Acre e o Complexo Cultural Boi-Bumbá do Médio Amazonas e Parintins.

Já no primeiro dia de reunião, será definido o registro do Boi-Bumbá do Amazonas como Patrimônio Cultural do Brasil. Segundo o Iphan, trata-se de uma manifestação cultural tradicional da região Norte, que se destaca por sua fundamental importância enquanto referência cultural brasileira.


Boi de Terreiro, Boi de Rua e Boi de Arena

São muitos os modos de brincar que celebram o Boi-Bumbá pelo Brasil. Na região Norte, o folguedo se estabeleceu de forma marcante nas regiões do Médio Amazonas e Parintins (AM), misturando uma série de danças, músicas, drama e enredo que faz o coração dos brincantes e do público pulsar forte e é uma das mais tradicionais e reconhecidas expressões culturais do país.

Com influências das missões jesuíticas, agregando referências indígenas e negras e, também de outras regiões, como o Nordeste, os Bois se caracterizam por fortes elementos marcados na transmissão do folguedo, na construção das identidades sociais e no intenso envolvimento das comunidades na preparação de seus três formatos – Boi de Arena, Boi de Terreiro e Boi de Rua – e dos inúmeros saberes que constituem o chamado Complexo do Boi-Bumbá do Médio Amazonas e Parintins. Caso seja reconhecida pelo Conselho Consultivo, a manifestação cultural será registrada no Livro de Registro das Celebrações.


Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural

O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, antropologia, arquitetura e urbanismo, sociologia, história e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), a Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), o Ministério da Educação, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram), o Ministério do Meio Ambiente, Ministérios das Cidades, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.


Com informações do Ministério da Cultura.

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