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18/11/2018 às 13:36 h

AM é ouro no Brasileiro de Tiro com Arco

Campeonato Brasileiro de Tiro com Arco ocorreu na cidade de Maricá, no Rio de Janeiro, neste sábado (17). Amazonenses vão disputar mais medalhas nas categorias individual e dupla


Três jovens arqueiros indígenas do Amazonas conquistaram neste sábado (17) a medalha de ouro no 44º Campeonato Brasileiro de Tiro com Arco Adulto, realizado na cidade de Maricá, no Rio de Janeiro. Nelson Moraes (Inha, em kambeba), Drean Braga (Iagoara, em kambeba) e Gustavo Paulino (Ywytu, em karapãna) se sagraram campeões na categoria de equipes adultas masculinas, após vencerem a equipe carioca Arqueiros da Íris, da casa. O campeonato é realizado pela Confederação Brasileira de Tiro com Arco e reúne 155 atletas de todo o País.

Nelson, Drean e Gustavo são as primeiras revelações do Projeto Arquearia Indígena do Amazonas, desenvolvido pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS) com o objetivo promover o esporte e valorizar a cultura local. Selecionados em 2013, os atletas treinam diariamente em arcos profissionais por meio de parceria com a Federação Amazonense de Tiro com Arco (Fatarco), além de receberem apoio para participação em competições locais, nacionais e internacionais.

“A gente tá muito feliz e empolgado com tanto resultado positivo. Vir lá do Amazonas para cá e levar essa alegria para a comunidade é muito bacana. Enfrentamos uma equipe muito preparada, que tem bons professores, então o confronto foi difícil, mas no final tudo deu certo”, explicou Nelson Moraes, que disputa o campeonato nacional.

Amanhã, a expectativa é de mais medalhas. Drean Braga (Iagoara) disputará a final na categoria individual, e a dupla de irmãos Gustavo Paulino (Ywytu) e Graziela Paulino (Iacy) duelará pelo título da categoria de duplas mistas.

“Esse ano os atletas treinaram bastante, estavam perto do auge, vieram muito fortes. O empenho deles vem ser recompensado com essa conquista, que é um passo para o futuro deles no esporte”, destaca Aníbal Fortes, treinador da equipe.

É a quinta vez que os arqueiros indígenas do Amazonas disputam o Brasileiro de Tiro com Arco Adulto. Na lista de competições estreladas por eles estão os Jogos Sul-Americanos Cochabamba de 2018 e o Campeonato Mundial de Tiro com Arco de 2017, além de vivências junto à Seleção Brasileira de Tiro com Arco. Eles também treinam para Tóquio 2020. Os atletas treinam com apoio da Lei de Incentivo ao Esporte, com patrocínio das lojas das Lojas Bemol, Bradesco, além de apoio da Latam, Centro Educacional La Salle e Faculdade La Salle.

Desde o início do projeto, os atletas já conquistaram seis medalhas no Campeonato Brasileiro, sendo uma de ouro em equipe mista em 2015, uma de prata e uma de bronze por equipe mista e equipe masculina em 2016, e uma de ouro e duas de bronze por equipe feminina, individual feminino, além de equipe mista em 2017.

AdaptaçãoApoiados pela FAS e Rede La Salle com bolsas de estudo, os quatro atletas se revezam entre a vida nas suas comunidades indígenas do interior do Estado e a estadia e treinamento na Vila Olímpica de Manaus, onde contam com estrutura e profissionais especializados por meio de uma parceria com a Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel) e a Federação Amazonense de Tiro com Arco (Fatarco).

No Centro de Treinamento e Alto Rendimento da Amazônia (CTARA), que fica situado dentro da Vila Olímpica de Manaus, os arqueiros, assim como os demais atletas de alto rendimento, têm à disposição suporte de hotel, restaurante, consultórios médico e odontológico, academia, fisioterapia, massoterapia, nutrição, assistência social e psicologia.

Arquearia indígenaCriado pela FAS em 2013, o projeto Arquearia Indígena tem por objetivo popularizar a arquearia e fortalecer a imagem e a autoestima das populações indígenas da Amazônia. A ação é uma iniciativa feita em parceria com o Banco Bradesco, a Federação Fatarco e apoio da Confederação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (Coipam), da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e Governo do Amazonas por meio da Sejel.


Reprodução A Crítica

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