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pavulagem
01/06/2019 às 18:55 h

Somos do tempo de um sentimento ingênuo - por Beto Angelo

Fotos: Arquivos de Caprichoso e Garantido
Fotos: Arquivos de Caprichoso e Garantido

 

A cada ano, quando chega essa época, o boi de Parintins tem suas nuances. Somos de um tempo, em que o temponunca esquece que atmosfera mudava completamente a vida dos parintinenses.

O som tradicional das quadrilhas nas rádios indicava...bom, tá chegando junho!!!

Tempo de  fazer a famosa “vaquinha” para enfeitar a sua rua e pintar as castanholeiras e casas. Os moradores imaginavam...como vamos enfeitar?  Começavam a pedir, ainda que tivesse um vermelho no reduto azul ou vice-versa, não importava a condição, se misturavam as cores, o importante era ver a cidade bonita com aspecto de festa.

Tudo respirava o festival, as pessoas ficavam de madrugada olhando a rua para ver como iriam fazer e, quando chegava a madrugada para enfeitar, era uma verdadeira festa....”varavam” alvorecer a dentro, onde todos participavam e ainda diziam: “olha...enfeita bem bonito à frente da minha casa!”.



Somos de um tempo dos ensaios de domingo, onde se tinha a partida de futebol no Tupizão e o pessoal já emendava para os currais para uma festa só e, os ensaios, ainda eram  “radiados”... pelas estações de Parintins, rs.

Somos de um tempo em que marujada e batucada buscavam sua roupa bem na madrugada para um não verificar a surpresa do outro.

Somos de um tempo que existia menos ego, onde a figura eram os bois e a cidade de Parintins!

É, meus amigos, somos de um tempo, que quem não viveu, não sabe o que foi a rivalidade e o sentimento ingênuo de ver sua cidade “um espelho” para alavancar a sua brincadeira, onde o sentimento verdadeiro e a ingenuidade de seus nativos prevaleciam.


Somos de um tempo ingênuo, sentimental e que nós, contemporâneos, não esqueçamos, e nem o tempo! Nesse artigo não usamos palavras técnicas, pois isso tudo na atualidade é muito raro e, se existe, jamais será com a mesma força e intensidade!

Outrossim, essa  festa não atingiria esse patamar....! Feliz de quem vivenciou  esse tempo! Cada vez mais é preciso reverenciar a grande música do sambista parintinense famoso.. “Que tempo bom...!”


Beto Angelo

Simples Parintinense

Nas melhoras baladas