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nailha
13/08/2019 às 19:16 h

Roubos a igrejas são para pagar dívidas de drogas, diz Bispo de Parintins

Foto: Katiuscia Ferreira.
Foto: Katiuscia Ferreira.

Destaque na FOLHA DE PARINTINS, a onda de roubos a igrejas do município ganhou repercussão na imprensa local.

Nas ações de criminosos nas igrejas de Nossa Senhora de Lourdes, Sagrado Coração de Jesus, Catedral de Nossa Senhora do Carmo e de Santa Rita de Cássia, o alvo principal eram os cofres, onde são depositadas ofertas de fiéis. No entanto, os ladrões só conseguiram levar dinheiro da Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, mas não se sabe quanto estava guardado no cofre da paróquia, localizada no bairro Palmares.

Da igreja do Sagrado Coração de Jesus, no Centro de Parintins, alvo de dois roubos, os ladrões subtraíram uma impressora, mesa de som e microfones. Na Catedral de Nossa Senhora do Carmo, os criminosos destruíram cofres de oferta de fiéis, a porta do sacrário e furtaram uma ambula. Na igreja do bairro de Santa Rita, como não encontraram dinheiro, os bandidos também danificaram os cofres. A onda de roubos às igrejas ocorreram nas últimas duas semanas.

O Bispo da Diocese de Parintins, Dom Giuliano Frigeni, diz que os autores dos furtos ‘são pessoas em desespero em pagar contas de drogas’. “Já tem até uma certa correção pelos próprios cobradores que dizem: – Por favor, nos paguem, mas não com dinheiro da igreja. Elas atacam, até sem saber o valor do santíssimo sacramento, não têm nem consciência disso e estão atrás diretamente de dinheiro ou de algumas coisas para vender rapidamente”, afirma.

A maioria dos envolvidos nessas ações é dependente químico e, para o líder da igreja católica local, isso é um fato dramático. “Infelizmente, é isso. Às vezes, querem um dinheiro para comprar drogas ou bebida alcoólica. São crimes individuais, de pessoas que têm dívidas, viciadas. Os prejuízos morais atingiram o coração do povo. Eles buscavam, sobretudo, dinheiro. Conseguimos recuperar 90% dos materiais”, declara o Bispo da Diocese de Parintins.

De acordo com Dom Giuliano, os criminosos responsáveis pelos atos contra as igrejas não estavam drogados, mas são usuários, sem limites de escrúpulos. “Então, é gente que a família que o gerou não conseguiu segurá-la e educá-la. São pessoas já revoltadas, violentadas, e entre aspas, quando colocadas na prisão, vão sair ainda mais revoltadas, porque o nosso sistema de recuperação é muito fracassado, desumano”, acrescenta.


Reprodução Parintins 24 Horas

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