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18/08/2019 às 20:00 h

Manaus perde para Brusque e é vice-campeão da Série D

Após novo empate em 2 a 2, time catarinense leva a melhor na decisão nos pênaltis e conquista o Brasileirão, com público recorde na Arena da Amazônia

Fotos: Roger Matos.
Fotos: Roger Matos.

Manaus e Brusque chegaram à Arena da Amazônia para o jogo final do Campeonato Brasileiro da Série D com um mesmo objetivo: o título nacional, inédito nas duas galerias de troféus. Promovidos à Série C de 2020, entraram em campo para uma decisão amplamente aberta, desde o 2x2 no primeiro jogo, no estádio Augusto Bauer.

Embora cautelosos, ambos os times marcaram gols cedo. Brusque, aos dois minutos, com Junior Pirambu. Manaus, aos sete, com Sávio. Havia mais motivos para tamanha cautela – o calor e a pressão de quase 45 mil torcedores presentes à Arena da Amazônia, registrando seu maior público. Placar igual no primeiro tempo, de amplo domínio do time da casa.

De volta ao gramado para o segundo tempo, o Brusque equilibrou o jogo, mas, aos 13 minutos, tomou o gol da virada. Mateus Oliveira colocou o Manaus na frente do placar e a torcida em absoluta euforia pela proximidade do inédito título. O Gavião seguiu controlando o jogo na defesa para contra-atacar até que, aos 36 minutos, Thiago Alagoano empatou para os catarinenses. Cansados, os times pouco produziram até o apito final, que anunciava a decisão nos pênaltis.

Penalidades – Manaus e Brusque converteram todas as cobranças da primeira sequência da decisão. O time da casa balançou as redes com Derlan, Charles, Martony, Thiago Spice e Mateus Oliveira, enquanto que o visitante fez com Thiago Alagoano, Airton, Thiago Henriques, Gama e Vinícios. Nas cobranças alternadas, Márcio Passos chutou por cima do gol e o goleiro Zé Carlos fez o gol do título do Brusque.

Primeiro título nacional do clube e da quarta divisão para o futebol catarinense, o Brusque é o 11° a conquistar a Série D desde que começou a ser disputada – o primeiro foi o São Raimundo (PA), em 2009. Ao Manaus, os aplausos da torcida amazonense, em reconhecimento à força demonstrada em campo, o acesso à Série C de 2020 e a perspectiva de dias melhores para o futebol local.


Arbitragem inédita - A final da Série D teve um feito inédito no futebol nacional. Pela primeira vez na história, uma decisão de Campeonato Brasileiro foi apitada por uma árbitra – incluindo todas as divisões. Coube à paranaense Edina Alves Batista, 39 anos, o grande feito. Árbitra da Federação Paulista desde 2007 e do quadro da FIFA, Edina tem no currículo jogos da Série A em 2019 – Atlético-MG 2 x 2 Fortaleza e CSA 1 x 0 Goiás –, além de ter sido representante do Brasil na Copa do Mundo Feminina, disputada na França.


Público recorde - A final da Série D registrou mais história neste domingo. Os 44.896 torcedores presentes passa a ser o maior público da Arena da Amazônia. A marca anterior, que durava três anos, era do clássico carioca entre Vasco e Flamengo (44.419), pela semifinal do Campeonato Carioca em 2016.

O terceiro maior público também pertence a um jogo do Manaus – volta das quartas da Série D, em 20 de julho, contra o Caxias (RS). Na oportunidade, 44.121 torcedores assistiram à goleada do Gavião do Norte por 3 a 0, que assegurou o acesso do clube à Série C de 2020.

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