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03/09/2018 às 11:27 h

Flor Matizada encerra Festival de Cirandas neste domingo

Ciranda apresentará o tema “Poranduba”

Foto: Divulgação/Semtur.
Foto: Divulgação/Semtur.

O XXII Festival de Cirandas de Manacapuru chega à sua última noite de disputa, no Parque do Ingá, com a apresentação da Ciranda Flor Matizada.

Fundada em 15 de maio de 1985, no bairro Terra Preta, a ‘Majestosa’ surgiu pela iniciativa da professora Terezinha Fernandes, na Escola Estadual José Seffair, e foi inicialmente formada por estudantes e moradores do bairro.

Detentora de quatro títulos na história do festival, a Ciranda Tradicional inicia sua apresentação às 21 horas.


FICHA TÉCNICA

Grêmio Recreativo e Folclórico Ciranda Flor Matizada
Pavilhão: lilás e branco
Presidente: Vanessa Mendonça

Ivan Oliveira - Apresentador. Foto: Divulgação/Semtur.

Ericson ‘Erinho’ Mendonça - Cantador. Foto: Domingos Raposo.

Fernanda Sabóia - Porta-Cores. Foto: Roger Matos.

Camila Marques - Cirandeira Bela. Foto: Domingos Raposo.

Giovanna Maddy - Princesa Cirandeira. Foto: Domingos Raposo.


SINOPSE DO TEMA
Poranduba

A Flor Matizada conta uma linda história de inclusão, envolvendo todos os personagens da Ciranda Original, que tem início quando Seu Manelinho encontra enterrado na floresta, ainda vivo, um pequeno índio descartado de sua tribo por ser deficiente visual. Para o fantasioso pescador, aquele encontro fortuito no coração da floresta simbolizou a Mãe Terra dando à luz um filho de suas entranhas.

Movido pelo sentimento de paternidade, Seu Manelinho assumiu o desafio de criar aquele filho da Terra e conduzi-lo ao mundo mais includente que conhece: o universo cirandeiro.

Mas até chegar a esse mundo, nosso contador de causos terá a missão de revelar, a seu modo, a dura realidade da vida no grande beiradão, uma designação doméstica para a Amazônia.

Uma viagem encantada começa pela narrativa inventiva de nosso protagonista pescador sobre o que seria o dia, a noite e a natureza, para, em seguida, discorrer sobre a Mãe Terra como a comunidade das diferenças.

Manelinho proseia também sobre a cobiça, o ódio e a intolerância, o mito da Deusa Cruviana e a maldição da inveja na eterna luta do bem contra o mal, a cultura da alegria, a sabedoria de Seu Honorato, a valentia do Carão e Caçador, a essência da coletividade e o milagroso banquete de Mãe Benta, até alcançar o magnífico universo da tolerância às diferenças e do predomínio do sentido comunitário dos viventes: a Ciranda, apresentada pelo Cupido.

Sem perceber, Seu Manelinho nutria uma mente brilhante, capaz de idealizar um universo espetacular, cenário de toda a trajetória narrada pelo fantasioso menestrel ribeirinho. É justamente esse universo fabuloso idealizado por TORIBA que a Flor Matizada irá retratar em sua apresentação, no espetáculo PORANDUBA que, em tupi, significa história, conto.

PORANDUBA é um conto de inclusão que narra a trajetória de superação e vitória de um ser humano vitimado pela exclusão de ordem cultural mais radical, magistralmente conduzido pelas mãos do popular pescador ao ambiente de máxima inclusão, a Ciranda, onde encontra a oportunidade de exercer a alegria de viver em harmonia, mesmo sendo cego. Não é por acaso que TORIBA, em tupi, significa felicidade.

Nas melhoras baladas