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Professor da Fametro e alunos vencem etapa da Bienal de Arquitetura Brasileira com o projeto “Casa Amazônia”

O professor e arquiteto Maurício Carvalho, responsável por disciplinas de Projeto de Arquitetura no Centro Universitário (CEUNI) Fametro, celebrou a conquista de um feito histórico ao lado de sua equipe: o escritório MRC ARQUITETURA formado por ele e por dois alunos da instituição é um dos vencedores do Concurso da Bienal de Arquitetura Brasileira e representará o Amazonas com o projeto Casa Amazônia.

Maurício explica que atua como arquiteto há 25 anos, mas o formato atual do escritório foi constituído em 2024, completando dois anos de atividade. Ele é o arquiteto responsável e trabalha ao lado de Miguel Passos, concluinte do curso de Arquitetura da Fametro e sócio da empresa, que atua na gestão de obras e projetos. A equipe também inclui o estagiário Jessé Nóbrega e Sebastião Neto, este último tendo integrado o grupo especialmente para o concurso, ambos estudantes da Fametro. A arquiteta Ana Letícia Melo também somou ao time na elaboração da proposta.

Como funciona o concurso da Bienal

A Bienal seleciona projetos que representam cada Estado brasileiro. Ao todo, são 28 espaços expositivos, um para cada Estado, sendo que São Paulo possui dois (capital e interior). Cada área dispõe de 100m², e os escritórios participantes devem propor o projeto de uma residência seguindo um programa arquitetônico pré-definido de ambientes, além de representar a identidade cultural, estética e simbólica do Estado que irão representar.

Mauricio detalha que o desafio envolvia traduzir, em arquitetura, elementos do modo de vida amazonense, cores, formas, objetos, narrativas e referências locais.

A competição ocorreu em duas fases. Na primeira, o escritório ficou entre os finalistas, concorrendo com outro escritório do Estado. Em seguida, iniciou-se uma campanha de apresentação dos projetos aos arquitetos do Amazonas, que são os responsáveis pela votação e escolha da proposta que melhor representa a região.

“Encerramos a campanha na segunda-feira, e o resultado saiu ontem. Fomos vencedores da etapa estadual. Agora seguimos para a terceira fase, que é a montagem do espaço no Parque do Ibirapuera, em São Paulo”, explicou o professor.

A exposição integrará uma mostra interestadual que receberá atividades culturais relacionadas à arquitetura.

Uma equipe jovem representando o Amazonas

Maurício destacou o caráter formativo do processo, especialmente para os alunos envolvidos.

“Reunimos uma equipe jovem, todos abaixo dos 30 anos, muitos participando pela primeira vez de um concurso desse porte. No Brasil, foram inscritos cerca de 1.300 projetos, e ver o amadurecimento deles na elaboração de um produto final que terá alcance internacional é muito marcante”, afirmou.

A expectativa é que a Bienal receba mais de 100 mil visitantes entre março e abril de 2026, período em que a mostra ficará aberta no Parque do Ibirapuera.

Próximos passos

Com a vitória estadual, o grupo inicia agora a etapa de produção do espaço expositivo, que inclui contratação de fornecedores, definição de materiais, execução da obra e organização de toda a estrutura que dará vida à Casa Amazônia.

“Temos dois meses para transformar o projeto em realidade. Será um desafio intenso, mas extremamente gratificante”, concluiu Maurício.

Fonte: Assessoria de Imprensa da FAMETRO

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