Boi Caprichoso encerra primeira noite do Festival exaltando a retomada pelas lutas dos povos da floresta
O Caprichoso encerrou a primeira noite do 58º Festival Folclórico de Parintins, nesta sexta-feira (27). Atual tricampeão da disputa, o boi da estrela na testa levou à arena do Bumbódromo o espetáculo “Amyipaguana, a retomada pelas lutas”, uma festa dos povos da Amazônia com foco na cultura nascida na floresta.
Alvo de especulações e intensos debates entre a galera azul e a ‘contrária’, o guindaste se fez presente na apresentação azul e branca nos primeiros atos. Coube ao Apresentador Edmundo Oran comandar a galera dezenas de metros sobre a arena, com o Boi Caprichoso e o Levantador de Toadas Patrick Araújo.
A lenda amazônica “Yurupari” abriu o espetáculo, sendo recontada de ser demonizado a ente sagrado da cultura indígena. A imponente alegoria revelou a Cunhã Poranga Marciele Albuquerque.
Exaltando as mulheres, a Figura Típica Regional “Majés, as senhoras da cura” exaltou parteiras, benzedeiras, puxadeiras, erveiras e conselheiras dos saberes populares indígenas, negros e caboclos. Patrick Araújo, Edilson Santana e as Suraras do Tapajós brilharam na interpretação da toada do ato e a alegoria revelou a Rainha do Folclore Cleise Simas, a Sinhazinha da Fazenda Valentina Cid e o astro do espetáculo – o Boi Caprichoso.

Precedido do momento indígena em coreografia da toada ‘Mothokari”, uma gigante onça de fogo trouxe à arena a Porta-Estandarte Marcela Marialva.
Para finalizar a primeira noite, o Caprichoso apresentou o Ritual Tupinambá. No ato ápice do espetáculo, a representação do manto Tupinambá como um símbolo sagrado de poder espiritual e a revelação do pajé Erick Beltrão, que comandou o rito.
Texto e fotos: Roger Matos/Folha de Parintins









