Boi Caprichoso exalta a Amazônia na segunda noite do Festival de Parintins
O Boi-Bumbá Caprichoso abriu a segunda noite do 59º Festival Folclórico de Parintins, na noite deste sábado (27). No segundo dos três espetáculos, “O Brinquedo do Povo Canta: Amazônia, o Chão da Vida”, o touro negro exaltou a floresta como território vivo, sagrado e ancestral, a Amazônia da biodiversidade que sustenta a vida.
Um ente encantado trouxe o Boi Caprichoso dos ares, que evoluiu sobre o tablado e recebeu o Amo do Boi Caetano Medeiros para o primeiro verso da noite.
A lenda amazônica “Curupira, o Guardião da Vida” trouxe a cunhã poranga Marciele Albuquerque, numa das maiores estruturas alegóricas já vistas na arena do Bumbódromo pela grandiosidade, efeitos cênicos, movimentos reais e riqueza plástica.
O levantador de toadas Patrick Araújo defendeu “Amazônia, Nossa Luta em Poesia” no item 11 – Toada (Letra e Música). Um grande beija-flor trouxe a Sinhazinha da Fazenda Valentina Cid ao espetáculo. Em seu segundo verso, Caetano Medeiros homenageou o poeta compositor Ronaldo Barbosa, que não conteve as lágrimas de emoção.
As pescadoras e pescadores da Amazônia foram exaltados na figura típica regional e a alegoria do momento revelou a Rainha do Folclore Cleise Simas. No item Tuxauas, o Boi Caprichoso anunciou a primeira tuxaua trans a defender o item no festival – Lupi Moara.
A exaltação cultural contemplou o povo do norte e sua riqueza de identidade e saberes. Uma gigante arara-azul trouxe a Porta-Estandarte Marcela Marialva.
O ápice do espetáculo do Boi Caprichoso trouxe o Ritual de Transcendência Assurini, que mostra a importância da harmonia entre os seres humanos, a natureza e a espiritualidade.
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Fotos: Roger Matos/Agência Breves de Comunicação

