Caprichoso rompe fronteiras e exalta identidade cultural em despedida do Festival de Parintins 2026
“O Brinquedo da Resistência Canta: Norte Brasil – Chão de Bravos” foi o subtema da noite
O Boi-Bumbá Caprichoso se despediu do 59º Festival Folclórico de Parintins, concluindo os três espetáculos com “O Brinquedo da Resistência Canta: Norte Brasil – Chão de Bravos”. O boi da estrela se reafirmou como símbolo da cultura popular, rompendo fronteiras e celebrando a identidade cultural do povo brasileiro.
O primeiro momento alegórico trouxe a lenda amazônica “Nhaçã Hekã – Macacos Comedores de Gente”. Conta a história da região da Ilha do Bananal que o guerreiro Maricá derrotou criaturas que ameaçavam seu povo. A cunhã poranga Marciele Albuquerque surgiu conduzida por um pássaro negro.
Figura Típica Regional, “As Farinheiras da Amazônia” trouxe na cênica Dona Neia, mãe de Marciele Albuquerque, legítima produtora de farinha. O momento homenageou as mulheres responsáveis pela produção artesanal da farinha de mandioca e revelou a Porta-Estandarte Marcela Marialva.
A Exaltação Cultural trouxe o Auto do Boi, com versos do Amo Caetano Medeiros e cenário teatral. Caprichoso e a Sinhazinha Valentina Cid foram revelados na alegoria, sucedidos da inovadora performance do item 7, que tocou violino.
Encerrando o espetáculo, o “Ritual de Iniciação Xamânica Xikrin M-Bêngôkre” representou a jornada de formação do xamã em passagem pelo Inhum-djêk e encontro com Okti, o Grande Gavião-Real, figura reconhecida como o xamã primordial na tradição desse povo indígena Xikrin.
Texto e fotos: Roger Matos/Agência Breves de Comunicação

