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Decisão judicial expõe rachaduras e coloca o Garantido em novo jogo de poder

A decisão da Justiça não apenas anulou uma assembleia — ela escancarou fragilidades e reposicionou o jogo político dentro da Cidade Garantido.

Ao apontar irregularidades graves no edital, na condução e até na ausência de documentos essenciais, como ata e lista de presença, o Judiciário não deixou margem para dúvida: o processo que tentou mudar as regras do jogo nasceu comprometido.

E o detalhe que muda tudo está no efeito prático da sentença. A regra que barrava vereadores e secretários municipais das eleições internas caiu. Ou seja, o que antes parecia uma tentativa de blindar o boi da política partidária, agora se transforma no oposto: abre espaço para que esses mesmos agentes voltem ao centro da disputa.

Nos bastidores, a leitura é direta — a sucessão, que já tinha favorito natural, entra em um terreno mais imprevisível. Novos nomes ganham fôlego, antigos projetos podem ser reativados e alianças, que estavam sendo desenhadas em silêncio, tendem a vir à tona.

Outro ponto que chama atenção é a origem de toda essa reviravolta: a decisão atende a um pedido do sócio e comunicador Alan Gomes, que levou o caso à Justiça e acabou provocando um efeito dominó dentro da estrutura do boi.

Agora, com o processo eleitoral no horizonte e o estatuto voltando ao modelo anterior, o Garantido deixa de viver um momento de aparente estabilidade e mergulha, de vez, em um cenário de disputa aberta.

Alan Gomes, que esteve no centro dessa reviravolta, já conhece bem esse terreno: foi candidato à presidência do Boi Garantido em 2011, quando disputou o comando da associação com Telo Pinto (reeleito à época) e Flávio Farias.

*Na Ilharga – Coluna de Política e Opinião da Folha de Parintins

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