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Flor Matizada abre Festival de Cirandas com arte e homenagem

Com o tema “Witoriro, o Futuro Ancestral”, lilás e branco exalta saberes ancestrais e dedica espetáculo ao artista Nico, vítima fatal de acidente durante montagem de alegoria

 

A Ciranda Flor Matizada abriu nesta sexta-feira (28) as apresentações do 28º Festival de Cirandas de Manacapuru – distante 84 quilômetros de Manaus –, no Parque do Ingá. Com o espetáculo “Witoriro, o Futuro Ancestral”, a agremiação lilás e branco exaltou os saberes dos povos tradicionais, a ancestralidade e a importância do equilíbrio entre o ser humano e a natureza para a construção do futuro.

A apresentação também foi marcada por luto e emoção. Horas antes do início, o artista plástico Jone Salgado Martins, conhecido como ‘Nico’, sofreu um acidente fatal enquanto trabalhava na montagem do cenário alegórico. A agremiação dedicou o espetáculo à sua memória e em respeito aos familiares e amigos do parintinense.

Na arena, a Flor Matizada entregava arte, com visível emoção dos cirandeiros e itens oficiais. Nas arquibancadas do Parque do Ingá, a Família Matizada (FAMA) emanava superação.

Ao final do espetáculo, o artista Roberto Reis e equipe, responsáveis pelas alegorias, diretoria lilás e integrantes da ciranda solidarizaram uns aos outros, externaram gratidão aos presentes e homenagearam o artista plástico.

Decisão – Logo após o acidente, as três cirandas se reuniram com a organização do Festival e órgãos de segurança e ficou decidido que a Flor Matizada não disputará o título da atual edição, apresentando-se de maneira simbólica. Guerreiros Mura e Tradicional foram mantidas na disputa.

Festival – Os espetáculos seguem neste sábado e domingo, no Parque do Ingá. A segunda ciranda a se apresentar é a Guerreiros Mura. A ‘ciranda do povão’ vem com o tema “Ykawarù: A Cosmogonia do Bem e do Mal Apuricá”, falando de regionalidade, ancestralidade indígena e conexão dos povos originários com a natureza.

A Ciranda Tradicional encerra o Festival no domingo, com o espetáculo “Terricídio: Quando a Terra Enfrenta o Genocídio”, trazendo uma reflexão sobre os impactos da destruição da Amazônia a resistência dos povos que combatem os crimes ambientais.

Agência Breves de Comunicação
Texto e fotos: Roger Matos

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