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MPAM visita comunidade rural de Eirunepé e identifica desafios no acesso a serviços públicos

Localidade possui somente uma escola municipal que atende estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e um posto de saúde com insumos e medicamentos básicos

A distância da sede do município e as dificuldades de acesso a serviços essenciais fazem parte da rotina dos moradores da comunidade Vila União, na zona rural de Eirunepé, no alto Rio Juruá. Essa realidade foi conhecida de perto pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Justiça de Eirunepé, durante visita institucional realizada na quarta-feira (26).

O promotor de Justiça Cláudio Moisés Rodrigues Pereira, acompanhado de sua equipe de apoio, percorreu de lancha o trajeto entre a sede do município e a comunidade, em uma viagem de aproximadamente duas horas. A visita permitiu verificar presencialmente as condições de atendimento da população e ouvir dos próprios moradores as principais dificuldades enfrentadas no dia a dia.

Entre os pontos observados está a dependência de uma estrutura limitada para a oferta de serviços públicos. A comunidade possui somente uma escola municipal que atende estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e um posto de saúde com insumos e medicamentos básicos. O atendimento na unidade é realizado por um agente da própria comunidade, capacitado na sede de Eirunepé, o que evidencia a necessidade de soluções que considerem as particularidades de uma localidade distante da área urbana.

A localização também representa um desafio para os moradores. O deslocamento até a sede municipal exige viagem de aproximadamente duas horas de lancha, fator que pode dificultar o acesso da população a serviços, atendimentos especializados e outras políticas públicas que não estão disponíveis na comunidade.

Para o promotor, estar presente nas comunidades é fundamental para que o Ministério Público conheça de perto a realidade das pessoas que vivem no interior e possa compreender não apenas os desafios que enfrentam, mas também suas potencialidades e oportunidades.

“Muitas vezes, a realidade local é muito mais complexa do que aquilo que conseguimos perceber a partir da sede do município. Conhecer, ouvir e dialogar diretamente com a população fortalece a atuação institucional e nos permite trabalhar por uma proteção de direitos cada vez mais efetiva e conectada às necessidades da comunidade”, finalizou o membro.


Texto: Ascom
Foto: Divulgação/MPAM

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