O Nacional é campeão. E não é só mais um título!
Na tarde deste sábado (21/03), no estádio Carlos Zamith, o Leão da Vila Municipal venceu o Amazonas por 2 a 1, com gols de Hernane Brocador e Renanzinho. Marcelo Cirino ainda descontou, mas não foi suficiente para impedir o fim de um jejum que já durava 10 anos.
O 44º título estadual não chega apenas como estatística. Ele carrega peso, contexto e, principalmente, recados. Dentro de campo, o Nacional foi decisivo. Fora dele, precisou ser resistente.
A diretoria azulina teve que bancar o VAR nas quartas e na semifinal do segundo turno, uma medida que, por si só, já escancara o nível de desconfiança que pairava sobre a arbitragem. E talvez isso explique muita coisa.
Porque o que se viu na final foi, no mínimo, questionável.
Foram quase 20 minutos de acréscimos. Um jogo tensionado até o limite, com confusão envolvendo torcida e jogadores do Amazonas, enquanto a arbitragem insistia em manter a bola rolando como se ignorasse o caos ao redor.
O apito não só conduziu a partida. Ele tensionou o espetáculo.
O título do Nacional, portanto, vai além da taça. É também uma resposta.
À FAF, sobretudo no que diz respeito à arbitragem. À condução de um campeonato que, em diversos momentos, flertou com a perda de controle.
No fim, venceu quem suportou mais do que apenas 90 minutos.
Venceu quem teve que lutar dentro e fora de campo.
O Nacional não só voltou ao topo.
Voltou deixando claro que, para ser campeão em 2026, precisou superar muito mais do que um adversário.
Keynes Breves – jornalista e editor da Coluna na Ilharga da Folha de Parintins

