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Parintins volta a registrar qualidade do ar péssima; fumaça das queimadas avança na Vila Amazônia

Concentração de PM2,5 chegou a 605 µg/m³ nesta sexta-feira (6), enquanto força-tarefa reforça o combate aos incêndios em comunidades da zona rural

A qualidade do ar em Parintins voltou a atingir níveis péssimos nesta sexta-feira (06/11), em meio à persistência das queimadas que atingem o município há cerca de 15 a 20 dias. O cenário, que se tornou recorrente nas últimas semanas, mantém a população exposta à fumaça e à elevada concentração de partículas poluentes.

De acordo com a plataforma QualiAR, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), a concentração de partículas finas PM2,5 chegou a 605 microgramas por metro cúbico (µg/m³), às 21h, índice classificado como “péssimo”. A média das últimas 24 horas foi de 179 µg/m³, e a tendência apontada pelo sistema era de elevação da poluição.

O aplicativo Selva, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também apresentou indicadores preocupantes. Na consulta realizada às 21h30, o mapa registrava 339,6 µg/m³ em Parintins e 363,6 µg/m³ na região da Vila Amazônia.

Os dados reforçam a gravidade da situação no município, que enfrenta um dos cenários mais preocupantes de qualidade do ar no Amazonas, com a fumaça das queimadas comprometendo as condições de respiração da população.

FOGO AVANÇA NA VILA AMAZÔNIA

Enquanto a fumaça permanece sobre a cidade, a zona rural concentra uma das principais frentes de combate aos incêndios. Na Vila Amazônia, o fogo atinge comunidades como Quebra, Quebrinha, Açaí, Santa Fé, Vista Alegre e Independência, entre outras localidades.

A preocupação também se estende à região do Zé Açu, onde as chamas se aproximam da comunidade Nossa Senhora das Graças do Zé Açu.

Para reforçar o enfrentamento às queimadas, uma força-tarefa recebeu 16 profissionais, sendo quatro bombeiros militares e 12 integrantes da Força Nacional. O trabalho conta ainda com brigadistas municipais e equipes do Prevfogo, que atuam na região da Vila Amazônia.

A elevada concentração de partículas PM2,5 representa risco à saúde, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardiovasculares. A permanência da fumaça e a possibilidade de agravamento dos índices nas próximas horas mantêm o alerta para a população.

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