Sem zoneamento, Amazonas perde oportunidades, alerta Glenio Seixas
Em um contexto político marcado por debates sobre meio ambiente e desenvolvimento no Norte do Brasil, o pré-candidato a deputado estadual e ex-prefeito de Barreirinha, Glênio Seixas defendeu a necessidade de fortalecer e aprovar o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) no estado do Amazonas como ferramenta de planejamento e segurança jurídica para investimentos.
Durante sua fala Glenio destacou a importância da aprovação do ZEE. Segundo ele, a ausência desse instrumento faz com que o estado perca oportunidades importantes, inclusive para unidades da federação menores, como o Acre, que já avançaram nesse planejamento.
Glenio ressaltou que o Amazonas não precisa receber lições externas sobre preservação ambiental. Ele lembrou que cerca de 97% da floresta amazonense permanece em pé, resultado do trabalho histórico dos povos indígenas e das populações do interior. Além disso, afirmou que aproximadamente 80% da floresta do bioma amazônico, que envolve estados como Pará, Acre, Rondônia e parte do Mato Grosso, segue intacta.
“E o que me deixa triste é de saber que nós temos uma ministra do meio ambiente que quer nos ensinar a manter a floresta amazônica em pé. Nós não precisamos que ninguém nos ensine como preservar a nossa Amazônia” comentou.
Para ele, o Zoneamento Ecológico-Econômico representa planejamento e organização, fundamentais para garantir segurança jurídica e atrair investimentos futuros. Glenio destacou que o ZEE é essencial especialmente para o fortalecimento do setor primário, permitindo desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental.
“Nós precisamos do zoneamento, porque o ZEE é um planejamento que ajuda a dar segurança jurídica para os futuros investimentos, inclusive na área do setor primário.” Finaliza.
Impasses da BR 319
Enquanto o debate sobre desenvolvimento regional se intensifica, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, também tem sido figura central nas discussões sobre infraestrutura e meio ambiente, especialmente em relação à BR-319, rodovia federal que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO) e há décadas é foco de polêmica no governo federal.
Marina tem sido enfática ao afirmar que qualquer avanço na renovação ou pavimentação da rodovia precisa respeitar critérios ambientais rigorosos e ser sustentável. Em audiência na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, a ministra alertou que a simples sinalização de que obras seriam executadas sem cuidados ambientais já aumentou o desmatamento na região em mais de 100%, segundo ela. Por isso, fez questão de dizer que a BR-319 “ou será sustentável ou não será”, condicionando a execução do projeto ao respeito à preservação ambiental.
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Imagens: Assessoria Glenio Seixas
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